sábado, 3 de julho de 2010

O mundo esta perdido

Um tempo atrás peguei um ônibus quando voltava para casa, ao entrar me senti muito incomodado, pois o motorista estava escutando música. Como se não bastasse à falta de respeito com os passageiros que eram obrigados ha ouvir o que ele queria, o que ele estava ouvindo era música gospel. Isso é um absurdo, transporte publica não deveria ter radio a disposição dos condutores. Mas não é esta questão que quero discutir, não neste texto. Além de cansado, com sono e enfurecido pela música que não me agradava nem um pouco ainda ouvi a pior frase que um ser humano poderia dizer, em toda minha vida nunca ouvi nada mais infame e ridículo. O cd que o motorista ouvia era gravado ao vivo, e na pausa entre uma música e outra o vocalista manda a maldita frase que ferira profundamente meus ouvidos: “- É melhor obedecer do que sempre duvidar!”. Quase tive um colapso, há que ponto pode chegar um ser humano sobre os cabrestos da religião? Se todos pensassem como ele, ainda hoje seriamos macacos, ou num grande otimismo talvez homo-sapiens. Se ninguém tivesse questionado, buscado a evolução, a solução por si próprio, não teríamos nada do que temos hoje, talvez o imbecil que profanou a maldita frase não teria nascido (o que não seria um mal); minha revolta é tamanha que me faltam palavras para expressar, por isso completo meu texto com uma citação de Nietzsche:

Jason

“O problema que apresento assim não é o de saber o que deve substituir a humanidade na escala dos seres (-o homem é um fim-): mas que tipo de homem se deve criar, se deve querer como tipo de um valor mais elevado, mais digno de viver, mais seguro de um futuro. Esse tipo de um valor mais elevado já se apresentou muitas vezes: mas como um feliz acaso, como uma exceção, nunca como um resultado de uma vontade. Pelo contrário, é ele que justamente foi o mais temido, era ate aqui quase a coisa mais temida em si; - e esse temor fez com que se quisesse, se desejasse, se obtivesse o tipo contrário: o animal doméstico, o animal de rebanho, o homem animal doente – o cristão...”´
Nietzsche - O anticristo.

2 comentários:

  1. A cena infeliz do ônibus, vivida por você, é bem comum (principalmente na Ponte Orca que leva até a estação Sacomã, para ser exato). Quantas e quantas vezes passei por esta mesma situação: não posso contar, pois de fato foram inúmeras.
    Mas o que reflito quando passo por isso é se o sujeito-agente nesta situação tem consciência do ato executado. Se o mesmo pensa sobre o assunto. Pensa no outro cidadão. Acredito que não.
    Agora sobre o cristianismo: trata-se de uma grande farsa. As pessoas representam papéis na "igreja", e fora dela outro. Ficam cegas com seus argumentos bíblicos e esquecem do quão valoroso (ou não) o homem é. As pessoas gostam de coisas fáceis e são burras o suficiente para negar que o homem pode ser bom e mal.

    Parabéns pelo artigo/denúncia e sempre duvide de tudo.

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  2. Isso já aconteceu muito comigo...E sempre no busão do Jd. Mauá. Porra será q ñ existe um motorista de onibus rockeiro???

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